terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

dono da terra

não confunda os donos de terras,
com o dono da terra

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

medíocre V

muitas vezes os cavalos perdem seu belo ar de alazão
mergulhando nos cabrestos das bandeiras de entrada
e passam a relinchar no pasto das abobrinhas caretas
a condição de refém itinerante da total desinformação
é uma imposição diária do árduo bando mídia bandida
a ignorância é o pleno poder preponderante de ignorar
educação passa longe dos pré jumentos insignificantes
e seus descontrolados pesos neto de qualidade vencida
o esporte ignorante muitas vezes emoldurado no vídeo
disfarça seu arrogante discurso de conteúdo medíocre
na indumentária humildade dos lambedores das bolas
o mal vitalício mata lentamente em sua letal castração


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

de rimétrica


hoje eu resolvi fazer um poema
milimétricamente na rima
mas pela ausência do imã
decidi rimar com a trena

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

prisão

desfaço as encaixadas caixas encaixotadas nos quartos
estou farto dessas cartas escritas por marcas manjadas
para todos os quadrados hipotéticos do “x” mágico
igual à soma das bolas elevadas a borracha do catete
pelos consertos nulos da dita dura jovialidade infeliz
deixo sem rodeio de estatísticas ou teorias matemáticas
das velhas guardas por grades dos velhos jogos de bala
meu singelo enferrujado triângulo para a construção
de todo e qualquer movimento cultural sem rédeas
desgovernado de coronéis, de rede $om livre vitalícia
o grito solitário que ecoa na liberdade do som não é sozinho...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

a rede


não confunda a rede do mar
com a rede do ar marinho

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

gostos

gosto das perguntas por isso aguardo diferenças
sou feiticeiro das imaginações acolhedor de tatos
não gosto das razões simétricas das metodologias
tão pouco me agradam respostas preestabelecidas
vale mais o argumento das puras ideias abstratas
gosto do mundo raso pelos cheios mundos à gosto
sou filho das línguas minguado na boca mãe lua
não gosto da fácil unanimidade por rédea em face
tão pouco do agouro nulo censo reto do cabresto
vale mais a vastidão de barros o arrumo do além
gosto do lero-lero pelo largo desalinho das mãos
sou desconexo a tempos gravido da minha vitória
não gosto do dogma litúrgico telejornal fantástico
tão pouco das sequelas hereditárias dos uniformes
vale mais a lírica despretensiosa dos amadores
gosto da liberdade do vento arredio que inventa
sou pó esvoaçante fragmento um reconstruir arte
não gosto do engodo nos papos da aldeia global
tão pouco da chibata do porco enrolada pra trás
vale mais pedro e a pedra uma pedreira vale joão

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

regrado normalista

o homem já nasce com o ideal
da luta pela liberdade
e com o tempo se torna
um careta das regras e normas...