segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Prelúdio para Vitória


era uma vez... assim
eu por você, você por mim
se vou você vem meu bem
se você quer eu também
esse amor
esse amor...

https://www.youtube.com/watch?v=shSLbhttxP0

sábado, 29 de junho de 2019

sobre estigmatizar-ação


do ferro em brasa marcado no lombo
ao aparo das rédeas sobre as fuças
adentrando pela cerca de cercar latifúndios
que corriqueiramente promovem os cercados
na proteção do cerco de arautos vagabundos
onde ontem nunca se revelavam os conluios  
mas hoje vaza interceptado a peso de hacker
desmoronando as rinhas da melindrosa corte
que desnuda em plena ausência de argumento
engasga-se na reles sifilítica verborragia
a estigmatizar o próprio reflexo no outro
numa anômala coação transitiva direta
que ao longo dos centenários em rugas
segue segregando a sociedade quase e sempre
de maneira tosca mesquinha e medíocre
emprenhando o fisiologismo familiar rasteiro
aliada as diversas oligarquias dominantes
através de manobras dolo politiqueiras
inerentes a qualquer vontade alheia...
onde a inveja esta para câimbra do homem
assim como o hectare para o esterco da rés
e a falta de memória jaz a entupir os bueiros
num viciado jogo piegas em que as regras
são apenas questões de necessidades particulares...
algo que remonta à tese do "pirulito chupado"
de origem norte mexicana em relação a afanação
daquilo que nunca foi verdadeiramente o sul
das terras petrolíferas anglo americanas...
e que, por fim, fortalece a coletiva expressão:
à esquerda: distribuição, direito social, revolução...
à direta: usurpação, estado de exceção, ditadura...

quinta-feira, 13 de junho de 2019

sobre a traição





na plena descompostura insana vontade
passas conspirando a ignorar o mundo
a bradar o moralismo familiar em orgias
numa desenfreada perseguição anacrônica
agora rotulada a peça sentença anunciada
triste hilariante justiça em si sub júdice
a lástima é o cerne que lhe serve de capa
sem nem mais esconder a face tacanha
nessa desmedida demarcação ruralista
limitada a dogmas de mourões farpados
do buraco da cova aos cantos do curral
onde jaz inevitavelmente sem estima
pesando à deriva na câimbra subjugada
entre o punho fechado da furtiva mão
e o escoro agoureiro da vara em sebo
selando com cega omissão a vergonha
pela arrogante e vil inepta condenação
baseada na boçal e convicta presunção
do rato bastardo do traidor oportunista
do protótipo boneco de pau encordoado
o novo candidato paladino às avessas
que em bem pouco tempo sob descarte
terá  na mesma corda de sustentação
a força do macabro destroncamento
pelo rítmico balanceado nó de forca
acompanhado dos gélidos cínicos risos
dessa mesma seletiva classe elitista
que emprenha sua disfarçada retidão
no eco encravado das panelas vadias
soadas pela analfabeta prole mediana
devo confessar no alto dos tamancos
aos feitores dessa “história forjada”
que hão de perpetuar suas sombras
pelas labaredas das fogueiras juninas
toda vez que outras estórias contadas
mostrarem que os arautos brada-dores
genocidas e preconceituosos chupa-sacos
da vitalícia apadrinhadora comunicação
que se diziam constrangidos pela corrupção
são na realidade seus patéticos protagonista
algozes saqueadores desse sistema medíocre
camuflados na ruma dos santificados ladrões
e ainda que renegados ao resfrio do sangue
pelo manifesto das discriminadas mães putas
encontrarão na praxe da umbilical hipocrisia
a maternidade postiça reservada aos traidores

quinta-feira, 16 de maio de 2019

aos acha-dores




é imprescindível saber não confundir
jornalistas com donos da comunicação...
tão pouco descaradamente misturar
o vital exercício do jornalismo sério
com a bajulada coação medíocre
dos lambedores de saco de patrão...
é preciso calma aos odiosos corações
para não andar por ai achando  
que os nordestinos não sabem votar
que a filosofia é ditadura vermelha
de que a pátria enquanto gentil
pode até ser a amada mãe de todos
mas quando se veste de vaca profana
o leite é só na cara da burguesia aristocrata
coisa miúda de quem se arvora a rei
esquecendo que a rainha conduz o tabuleiro
e a praxe machista é sempre o subjugo ao roque
pensar antes de jogar pedras no alheio
evita o agouro de padecer no travesseiro
com o triste pesadelo da pobreza espiritual
que remete à velha e sábia carroça
na ausência do seu titular puxador
como uma majestosa e servil opção
na hora de refletir sobre si mesmo...
porque acorrentar-se às algemas da castração
ou quedar-se prostrado à direita do divã
acenda os porões liberte-se das rédeas
para que sentir o abraço da câimbra
quando se pode beijar a liberdade
mas não deixe cair no esquecimento
jamais apague da memória!...
quem tem o péssimo costume de rosnar
que o doloso cartel da imprensa familiar
é de esquerda comunista, socialista
ou os bagos de qualquer outro "ista"cabrão
quando não é um completo analfabeto nazista
cai na dura certeza da lástima encurralada
ao embriago ranço do caráter duvidoso...

quarta-feira, 13 de março de 2019

do estado ao sítio

ser militar ou ser milícia
eis a dolosa oração dizimada
onde a questão em cerne
já nada em muito tem haver
tudo aos poucos faz prevalecer indiferenças
num incontido ódio lavado a sangue
o zap na rede a insultar a paz
resta a serventia em lástima
com o que do que do que da carcaça
mas, para que se importar com a ida
quando o importante é a volta ao poder...

sexta-feira, 15 de junho de 2018

casula-dor



 a minha cósmica sentença de viver
tem lastro nas cores que uni versos...
pelo pacto instintual com a ciência
de dês-casula-mento das borboletas...

sexta-feira, 25 de maio de 2018

confessa-dor

                                                                             
           
sou encarnado da fina flor do cangaço
a seiva do mandacaru filtra meus poros
me fiz aprendiz da giração dos coletivos
sei da ciência de zela-mento do esmero
por isso despetalo vestes ao social
tenho pacto de amor com a vida
sobre a morte sigo Lorca n’alma
por ser tórrido amante das palavras
trago na saliva meu afiador de língua
sonhar é sentir o abraço do imaginário
nenhuma delação amordaça a utopia
o amor não faz morada nos covardes
meu medo é da ausência dos versos
e ainda que em torpe obscuro Franco
seja pela demente força alvo dos fuzis
hei de somente confessar meus desatinos
pelas entrelinhas da poesia...