sábado, 27 de agosto de 2011

ao tempo



muitas vezes o tempo jaz pelo desalinho do nó
para perder-se no fundo transvasado do tempo
sem restar tempo à tempo de precisar os vazios
há tempos acostumei contar na conta do tempo
um girar sol um refazer sonhos giração mundo
foi assim ar de repente um temporal atemporal
desse de arrebatar qualquer abraço de calmaria
embolar as cordas do tempo redobrar têmporas
fazer desfazer e refazer momentos em momento
num aprender a dar corda ao tempo nos ventos
na veloz cidade dos compassados movimentos
passo em dança cadente ao relento passatempo
um dia passei a deixar a hora em longas horas
extravasada no varal das mutáveis felicidades

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