terça-feira, 15 de maio de 2012

intimamente

são tantas as vezes que estranho as poesias
como quem encaderna o interior das pétalas
que passei a entranhar flor ao seu corrimão imaginário
foi então que comecei a sentir muito, só o que se percebe
como o dia que começa na ausência da luz
para depois findar em noite incandescente
que os pássaros só ciscam na mão dos que abrem porta
que beijo em chuva e sol é nosso casamento em raposa
até aprendi a gostar mais da água nos pés
pra seca-los de terra que a grama esconde
chego a achar que descrever poemas é brotar nascente
que todas as palavras entoam pelos arranjos poéticos
o cantador é gerado na dança dos gametas
e o poeta é o mago palavrador ambulante

1 comentários:

Lia disse...

Seus poemas são de uma beleza ímpar.

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