segunda-feira, 9 de julho de 2012

intimamente IV





um dia ainda hei de aprender sobre os disfarces do tempo
com todas as minhas ferramentas para refazer as girações
talvez seja capaz de me disfarçar em infinito pelas retinas
tenho na bagagem uns tantos dos aprendizados das cores
do guardado de viver voando entre as asas das borboletas
gostaria que a novidade fosse coisa como sentir saudades
deixando no esquecimento aviões montados pra não voar
gostaria que a novidade evaporasse encenada nos asfaltos
pelos concretos endurecidos nas paisagens cinza chumbo
quiçá os recentes anos de mudanças tragam prosperidade
e que a covardia não sirva de indumentária pros homens
gerar sentimentos coletivos é revitalizar a palavra amor
o instintual tem parte comigo sei rejuvenescer o passado
sinto a dor de todo mundo por isso passei a respirar arte
desde que nasci sigo contando reticências pelo caminho
numa solitária imaginação como quem procura origens
nem sei ao certo se vou descobrir ou se serei descoberto
ou se o que busco não seja algo já entranhado em mim

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