terça-feira, 1 de julho de 2014

aos individualistas


a individualidade é como veto em equação vazia
se por um lado da igualdade é burra do outro castra
entre seus meios dançam os fins sem princípios
provenientes da avarenta casta dos abastados
além de mera e expurgada não acrescenta lastros
é triste tal qual seu nulo par de arrotar vantagens
a disseminar cercos infinitos por muros intolerantes
fixando ao próprio umbigo o descentrado absurdo
vontade que não passa pesa, cai em terra mão fechada
a necessidade de dois, três... é equivalente a distribuição
do todo, que durante séculos foi prevaricação de uns
é na individual ganancia que se emprenham desperdícios
como um legítimo comum social anarquista
devo confessar que gosto das castanhas
mas, assumo a minha preferência pelos cajus

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