segunda-feira, 28 de julho de 2014

nós... destinos


toda palavra  é exercício... ação vascular...
rios de sangue transam pelo itinerário palavrando
não há existência de linguagens sem poentes
a ponta é o ponto de vista do língua-dor
blasfeme em vírgulas, contra a arte
quem nunca fez festa com língua de sogra
burlar a expressão é igual ou menor
que não expressar o nado, em inércia de braçada
e para aqueles que julgam à revelia o nada
nos seus imersos cotidianos matemáticos
a conspurcá-lo como conjuntos vazios de tudo
a sentença de vida é o cartesiano fardo...
onde o verbo incontido no “x” de múltipla escolha
é servente da estagnação dissertativa
e faz ressoar o triste pesar dos dias cinzas
no banzo negreiro mar dos acorrentamentos
como montes que carregam o adorno unânime
dessa globalização de individualismo social
talvez seja preciso cuspir o próprio fogo inimigo
para que seja restabelecido o direito de comunicação
reafirmar que nosso portal é ao nordeste
vem de lá o começo do largo sorriso rio
somos nós destinos, margem, precursor...
é indispensável fincar os pés na descoberta
para melhor se avistar o mundo
cabe aos quintais o dever de fixar suas reverências
por pelo menos 45 dias em solo mãe
e assim, aprender a melhor enxergar o brasil
o oposto é sempre muito fácil de cultuar
quando se tem um outro oposto como baliza...

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