segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

aos emprenha-dores


a tendenciosa desconstrução da sagrada palavra
pelo imperativo cronológico dos calendários
tem como serventia o simples onerar dos diálogos
a viabilizar teses de monólogos com lucros fáceis
daqueles que cinicamente saqueiam o erário alheio
com a dúbia desfaçatez de suas gentis idoneidades
envoltas ao nefasto arsenal de verdades fabricadas
pelo curral seletivo do novelesco comando justiceiro
remanescentes protozoários da cova dos sacos velhos
os novos vulgo travestidos caçadores de si mesmos
devo confessar aos emprenhados garbos da moda
que nenhuma nudez ainda mesmo que castigada
cairá prostrada diante da pedra por vezes negada
ou sucumbirá as rijas reformas do tempo lascado
e confesso mais aos tais doutos das atrocidades
quem impõe a orgia das regras normalistas
ao tão sagrado direito da livre comunicação
emprenha o submundo lascivo de preconceitos
da platinada sifilítica venal cãibra waackiana
amordaçando a diversidade das redes coletivas
fomentando a obrigação do silêncio induzido
e quando não morre mesmo sem gerar substrato
envelhece na pobre refração de esticar rugas
impostas pelas maçanetas das portas do sucesso
combater a enrustida covardia dos bajuladores
faz parte da itinerante sentença de viver...
se é para escrever histórias de cunho conveniente
a casta dos emprenha-dores da infeliz castidade
prefiro rabiscar os colhões da estória revolucionária
pairado nas asas do audaz cavaleiro da esperança
a rascunhar o real pela retina janela de sonhar
o sonho da felicidade esta no plural dos coletivos
para ser feliz é preciso primeiro acender a cidade...


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