segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

zona pública


eu canto um canto ofício/ um canto compromisso
um canto contra essa fração/ da tribo dos espertos/
vulgos fictos infectos/ parasitas cidadão/
um canto inverso a isso/ um canto critico anticorpo ao vicio/
um canto de ejaculação/ nas caras da imprensa/
nos donos da fazenda/ ao sítio e a situação
um canto inverso a isso/ um canto critico anticorpo vicio/
um canto contra essa armação/ das barraquinhas dos santinhos
dos ditados e tão engomados colarinhos/ dos por menores/
e também maiores aos vinte e um/ num canto de revolta/
eu canto em protesto faço manifestação/ ao bando de fuinhas/
com as mesmas ladainhas/ pústulas zona pública imoral/
declamo pra vocês/ o poema em linha reta do pessoa/
juntando os paus que se faz essa canoa/
criamos esse mundo tão imundo/ digno de tanta sordidez/
meu deus!/ que espécie são vocês/ que roubam e não são ladrões/
que mentem e não são vãos/ eu tento encontrar um parecer/
se há bendito fruto eu quero ver/ não quero errar mais uma vez/
já não sou mais seu freguês/

1 comentários:

Sandra Cajado disse...

Grande amigo das palavras arrumadas!

Salve <Salve a mente de giração,que gira e pira incansavelmente por excesso de informação ocasionando o dispositivo da memória R.A.M

Arrebentou...

E o pior é que os espertos se atrapalham/ e se metralham /nas próprias palavras por falta de argumentos/vivem como jumentos/presos no cabresto da própria ignorância.

Um beijo no coração.

Da amiga de todas as artes.

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