segunda-feira, 22 de outubro de 2012

intimamente VI



 sigo desalinhado no contra ponto dos que seguem enganando
tristeza maior é concluir que o bom bandido não faz só o mal
e que além de ser hábil no uso das antenas esta no meio de nós
a capacidade voraz contrária é bem maior que qualquer defesa
não me agrada nenhum dos lados do escudo, desfaço escuridão
prefiro o que se mostra às claras, se for para lutar! então, luto
e se for para chorar luto, com todo lirismo, que não seja o nosso
pelo tempo aprendi a contar estrelas, espero a primeira acender
me espalho em centenas ao céu e depois finjo apagar a última...
desde menino afloro devaneios, tenho filamentos das válvulas
gosto de fazer pilhas, de carregar baterias, de liberdade poética
sei recarregar o brilho dos olhos pelas intimidades com o farol
mas confesso: não sei render a noite sem me distrair em sonhos
às vezes, chego a sentir que o exercício de dar asas para solidão
é quase como tocar a dor na dura total incerteza da explicação
um imaginar pelo fundo das janelas desguardadas de imagem
talvez, por ser aprendiz de tocador, desses que pouco se escuta
passo na margem a sorrir desprovido dos méritos dos homens

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