sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

flor de máscara




jogue essa flor no chão
a quem pensa enganar
com essa alegria forjada
joga essa flor no chão
tarde demais...
o que resta é o vazio dos gritos
arrancados de tantos silêncios
jogue essa flor no chão
pois não há mais ninguém
pra dar vida a esse mundo mesquinho
joga essa flor no chão
tarde demais...
o que sobra é o abraço de força
por detrás da camisa
jaz sem mão a despetalar
triste algoz flor de máscara
arrastada pela sombra do só
ao balanço da cadeira de pau
na iminência dos redemoinhos
onde a tormenta dos pesadelos
nem mesmo a tristeza preenche
jogue essa flor no chão
porque o fim de um torpe poder
é a pobre poeira da história
joga essa flor no chão
tarde demais...
não há poesia em trapaça
e a rima do livro tão pouco a palavra retrata

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