quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

intimamente VIII


 acordo na língua das asas!
pela infesta ação das criaturas noturnas
mariposas no teto, besouros no chão,
e todo foco de luz esquenta  nossa contra dança...
chego até a desimaginar!
se elas buscam segurança à minha cercania...
aí volto para a imaginação...!
não, foi eu que me inseri no ar do seu habitar...
e já nem sei bem em que ponto desses delírios
eu possa estar ao certo...
mas, devo confessar ao certo, que o errar é instintivo,
senão como justificar o exercício aprender...!
sou aliado a terna teoria dos abraços
todas as formas de união constroem mais
sacio a vontade da voz com o violão,
me encanta a afinação de violinos
tenho raiz de pé na terra,
minha mão de barro é a vital poeira do tino
muitas vezes escrever por encomenda,
traz a ingrata sensação de prender as palavras
por gostar pouco das cartas, me negaram a de motorista
então aprendi o licenciamento alado de olhos abertos
há sempre um verdejante louva-a-deus aninhado de pecado
deve-se saber distinguir o interesse único
da nesse-cidade coletiva...
para uns é melhor um pássaro na mão,
eu prefiro todos voando...
hoje, mais que nunca a sobriedade me faz acreditar
que a esperança é o acolhedor das revoluções
sinto a cada instante a seda mutação vida,
aflorar as minhas reticencias...

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