quinta-feira, 28 de março de 2013

sublinhado



tenho duvidas de certas convicções profissionais
então prefiro a armadura dos amadores
sei guardar feitiço nos cílios
e transpirar alegria no orvalho olhar
trago em mim o reconhecimento
e sigo com o trem das cores
deixando rastro no tempo
feito trilho de arco íris
gosto da presença das luzes
mas, foi embrenhado nas gavetas
que aprendi a ser autoral
a fazer amizade com a  escuridão...
mente quem diz “a comunicação é livre”
na angular é que se enforca o foco
e sublinha a palavra na corda de enforcar-dor
nos adereços de priva cidades
algo me remete a clausuras...
chego a pensar que todo excesso de pudor
serve para inibir a liberdade
lembro-me ainda hoje
feito menino dos telhados
assim como vaga-lume vago
com a minha memoria de quase tocar...
do som da mão no tambor
no tocador a escorrer sangue, latejar digitais
nas mesmas enrugadas mãos
que quase e sempre escrevem por estórias
tudo aquilo que a história insiste em ocultar
nas suas sub versões tiranas...
a triste cidade é descobrir
que na entranha luz do escurecer
os alvos nunca são claros... 

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