sexta-feira, 30 de novembro de 2012

minador


às vezes... às vezes... às vezes...
são muitas vezes!
e tudo me parece ser como exercícios de redemoinhos
com acabamento final em pleonasmos viciosos
pela fenda de enxergar o horizonte
ora o abrir, ora o fechar de portas
janelas se acomodam diante das dobradiças
rangem corpos que jazem a triturar almas
essências são contas a contar gotas
toda constância não soma uma contração de estória
lástimas são contradições em forma do dito
heróis...
ah! se há heróis,
eles já nascem como meros coadjuvantes
nessa triste história de vilões
onde a erosão é a câimbra parida
que serve de herança nesses campos minados...

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