sexta-feira, 17 de abril de 2015

rascunhando o tempo


a triste cidade daqueles que são subjugados
é fato culminante da atroz chibata do julgador
saber julgar é o nobre exercício
dos que são aprendizes da ciência palavra
a gerar o sagrado livre direito à defesa
emprenhar o mal como solução de medo aos dias
faz o bem noturno olhar a alegria do outro lado do rio
o encarceramento do universo da ação social
entre os parênteses das teses científicas
é prerrogativa dos que acentuam a desgraça
qual palhaço se faz rir?
quando lhe sobra a ausência do picadeiro...
qual força rege o parir?
se a vida por si, esconde-se pela falta de saída...
a graça em arte segue atrelada ao tear
feito linha de ligamento da sentença de viver
o esmero é como linho a aninhar o sangue
daqueles que ensaiam o aprendizado das somas...
o fio de novelo foi durante séculos
enrolado de forma calma e mesquinha
à direita de todos os seus vertedouros
na insistência de perdurar dias de acenar dor
só com paciência e sabedoria de união
atravessaremos a corrente pela nau do tempo
para com a incansável ajuda daqueles
que são imprescindíveis às lutas sociais
sermos capazes de desfazer o feito
para refazer em leito a aliada esquerda
desses novos dias de feliz cidade
que seguiremos chamando de distribuição...

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